01 abril 2011

Linguística

-“Ele é um bom partido, querida.” Dizia a mãe aflita ao ver a filha rejeitar o rapaz que mais lhe agradava no meio desse leque de opções encontradas hoje em dia, principalmente em cidades grandes.
Partiam-se as opiniões, a mãe nervosa tomava partido da boa causa, o futuro bom da filha em jogo. A menina, por outro lado, partidava-se ao próprio querer que, depois de ter o coração partido, dizia não querer mais ninguém.
Constante e precisa no discurso, a menina sem nem serem necessários muitos pensamentos respondia –“se, então, ele é bom partido, que parta para alguém do partido dos carentes, não preciso de ninguém”, e como nas dores do parto a mãe sofreu, em silêncio desta vez, esperando que partisse da filha uma postura sensata.

Camila Oaquim

1 comentários:

Luis Felipe de Assis Pinheiro disse...

Ótimo texto!

Beijo!

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