30 abril 2010

Proximidade Longínqua

Frente à tela o mundo diminui
E os detalhes passam a me escapar
O lá se torna aos poucos aqui
E o aqui se torna tão rápido lá.

Tateando se conversa em silêncio
E o silêncio se apresenta ao conversar,
Vou achando o meu eu em minha ausência
Do que sou quando aqui, me encontro lá.

O que sou lá não tem forma nem razão
Enquanto aqui estou preso por meu nome
Posso ter a minha mente em minhas mãos
Ou comer migalhas da vida por fome.

Estagnado olhando para o meu eu
Brinco com milhares de informações
E quando os olhos felizes lêem adeus
Volto triste a olhar as reais desilusões.

E a tela se torna porta fechada
E as mãos já não são mais a perfeição
Até outra realidade ser encontrada
Fazendo do mundo o que cabe na visão.

Camila Oaquim.

1 comentários:

Ph disse...

ah.... ='(

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