Ontem, quando ia levantar o sono me agarrou.
Ontem, quando eu ia falar minha voz sumiu.
Ontem, quando ia sorrir, chorei,
Quando ia chorar me segurei.
Ontem, quando ia te abraçar temi,
Quando ia confessar tremi.
Amanhã? Não sei... Mal saí de ontem!
Que medo, meu bem, que medo.
Temo ser simplesmente o que não fui ontem.
Temo desaparecer no amanhã que não alcanço.
Temo perder você, assim, entre ontem e amanhã.
Camila Oaquim
25 outubro 2011
20 agosto 2011
Bossa do adeus
Nossa cama quebrou,
nosso gato fugiu,
a alegria partiu, não vi mais.
A parede rachou,
a aliança caiu,
a TV repetiu coisas de um tempo atrás.
As promessas, cadê?
os sorrisos, os livros
e o abraço apertado, nem sei onde estão.
Os olhares querendo
e o corpo compreendendo...
tanto tempo atrás, nem sei mais.
A rotina nasceu,
a briga se estendeu,
estou partindo agora, até mais.
Camila Oaquim
nosso gato fugiu,
a alegria partiu, não vi mais.
A parede rachou,
a aliança caiu,
a TV repetiu coisas de um tempo atrás.
As promessas, cadê?
os sorrisos, os livros
e o abraço apertado, nem sei onde estão.
Os olhares querendo
e o corpo compreendendo...
tanto tempo atrás, nem sei mais.
A rotina nasceu,
a briga se estendeu,
estou partindo agora, até mais.
Camila Oaquim
17 julho 2011
Meu Carinho
Hoje e daqui em diante quero mil beijos e muito carinho, quero a mão do meu benzinho afagando o rosto meu. Quero os olhares mais apaixonados e o desprezo mais ousado à quem não gosta da nossa felicidade. Não, não me importo com o que vão achar, não, eu não me importo se você for chorar, meu carinho, meu amor, não me importo se depois de tudo eu conseguir lhe arrancar o sorriso mais lindo, o beijo mais apaixonado, o silêncio mais esclarecedor e a única verdade que realmente importa: o nosso amor. E deixe que digam, que pensem, que falem, deixa isso pra lá que enquanto isso eu grito pro mundo todo que você é: a minha flor, o meu bebê, o meu carinho, o meu bem-querer! Você, amor, é tudo que eu preciso pra ser feliz e eu sou feliz. E se acham que sou louca, e se acham anormal, e se acham que vou ou que vamos nos abalar com olhar torto ou questionador se enganam, e isso pouco me importa. É hoje, amor, o dia depois de ontem e antes de amanhã, o dia que vou tentar lhe mostrar mais uma vez que o que me importa, a única coisa que me importa, é você comigo.
Camila Oaquim
Camila Oaquim
06 julho 2011
A casa, o futuro e nós
Eu e você, colo de mãe.
Eu e você, mão de amigo.
Eu e você, tudo que não sei dizer.
Fadiga incontrolável,
mal irremediável,
prazer tolo do amor preso a nós.
Abraço apertado,
peito aberto e desarmado,
surra tomada de queixo em pé.
Em pé, andando em frente.
Se atrás vem gente? Não sei!
Em pé e seguindo o destino
incansavelmente até onde der.
E pros que não sabem: dará sempre.
Camila Oaquim
Eu e você, mão de amigo.
Eu e você, tudo que não sei dizer.
Fadiga incontrolável,
mal irremediável,
prazer tolo do amor preso a nós.
Abraço apertado,
peito aberto e desarmado,
surra tomada de queixo em pé.
Em pé, andando em frente.
Se atrás vem gente? Não sei!
Em pé e seguindo o destino
incansavelmente até onde der.
E pros que não sabem: dará sempre.
Camila Oaquim
30 junho 2011
Singular em Plural
Eu era nós, de laço forte e apertado, nós, de olhos abertos e braços dados.
Eu era aquilo que não se sabe, que não se decifra. Eu era tudo, tão pouco!
E eu me dei, emprestei, magoei. Eu sofri, calei, sorri.
Os nós afrouxavam, os nós se apertavam, a corda esgarçava e nós, lá, em nós.
E nós procurávamos, nós nos achamos, nos perdemos, e livres nos prendemos.
Na imensidão de opções a resposta era única, dentre nós só nós restavam.
E quem vai dizer que só restam males, ares ruins.
E quem vai dizer que ser preso não é opção, missão do sim.
Eu sou laço, não tão forte, não tão frouxo.
Mas sem preocupações, por favor. Caso ache que vou soltar, volta, voltamos, nós. Somos assim, só assim, e ninguém precisa saber diferenciar, ninguém além de nós,
porque em pessoa ou em amarras nos enquadramos e pronto, isso basta.
Eu sou aquilo que já sabemos, incógnita. Quase nada, tanto!
Camila Oaquim
Eu era aquilo que não se sabe, que não se decifra. Eu era tudo, tão pouco!
E eu me dei, emprestei, magoei. Eu sofri, calei, sorri.
Os nós afrouxavam, os nós se apertavam, a corda esgarçava e nós, lá, em nós.
E nós procurávamos, nós nos achamos, nos perdemos, e livres nos prendemos.
Na imensidão de opções a resposta era única, dentre nós só nós restavam.
E quem vai dizer que só restam males, ares ruins.
E quem vai dizer que ser preso não é opção, missão do sim.
Eu sou laço, não tão forte, não tão frouxo.
Mas sem preocupações, por favor. Caso ache que vou soltar, volta, voltamos, nós. Somos assim, só assim, e ninguém precisa saber diferenciar, ninguém além de nós,
porque em pessoa ou em amarras nos enquadramos e pronto, isso basta.
Eu sou aquilo que já sabemos, incógnita. Quase nada, tanto!
Camila Oaquim
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