04 janeiro 2010

Sozinha.

Me fiz sozinha e assim, bem estou
Me teve por um tempo aquele que me amou
E por triste conclusão, percebi que acabou
Já que sozinha estou como quando começou.

Não tive tempo pra notar a diferença,
Só aprendi que no mundo cada um tem uma crença
E que na vida, nada é igual ao que você pensa
Mas que ainda assim pode proporcionar felicidade imensa.

Aprendi com os erros a acertar,
Aprendi com os acertos que precisei mesmo errar,
Com a noite, aprendi a sempre sonhar
E com o dia, aprendi a nunca desistir de tentar.

De tanta saudade que tive, ela sumiu
Só quem sabe que a tive é quem de minha boca ouviu,
Hoje sei que podem se passar um dia ou mil
pois quem ama espera, já que sabe o que sentiu.

O que sentiu e sente, pois amor é roda viva
Se esconde, se mostra, se distorce, se ativa
Não tem pressa igual a nossa de querer sempre a ida
Pra chegar cedo demais e querer logo a partida.

Me fiz sozinha e bem estou,
Em alguns momentos alguém me calou,
Mas sei que a boca , agora, é livre pra dizer o que passou,
E a mão, solta pra escrever sobre quanto amou.

Camila Oaquim.

2 comentários:

David Aragon disse...

Poema bastante promissor, revela um talento em estágio embrionário que tem tudo para se desenvolver plenamente com um posterior refinamento estilístico.

Recomendo a leitura dos clássicos e de um manual de versificação, até para transgredir as regras (como fizeram os vanguardistas) é importante conhecê-las. Só se supera aquilo que se domina.

CHINFRAS e TALS

Phelipe disse...

"...pois amor é roda viva..." >> chico buarque.
"...sobre quanto amou..." (?)
oO

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